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A Basílica de Nossa Senhora de Nazaré foi erguida em 1909 no mesmo lugar em que foi achada a imagem da Santa pelo Caboclo Plácido.

Ainda em 1884, a terceira ermida que havia sido construída já era considerada “pequena” para receber os romeiros oriundos de vários lugares do estado para a festa patronal, além do próprio crescimento da cidade. Com o passar do tempo, os Barnabitas viram a necessidade não apenas de uma reforma mas sim de uma nova construção.

Junto com o trabalho pastoral, a Paróquia entrou em regime de economia, cortando abusos de aproveitadores do patrimônio da Santa. Em três anos foi economizado a quantia de 100 contos. Valor considerado suficiente para vislumbrar um projeto definitivo.

Em 1908, a comunidade dos Barnabitas em Belém, recebia o Visitador Geral da Ordem, Pe. Luigi Zoia, que inspecionava a Província Brasileira. Zoia era grande conhecedor de artes e se entusiasmou com a ideia, sugerindo levantar uma nova matriz ao lado da antiga, fazendo uma reprodução aproximada da Basílica romana de São Paulo.

Em 24 de Outubro de 1909, os Barnabitas deram início à execução do projeto com o lançamento da pedra fundamental. Foi neste momento que o poeta maranhense Euclides Faria compôs o hino de 12 estrofes que se tornou o canto oficial da Padroeira e do Círio.

Vale lembrar que a Basílica de Nazaré foi a terceira Basílica do Brasil, havendo no ano de sua inauguração, em 1923, apenas duas outras: a da Sé, na Bahia e a de São Bento, em São Paulo. É também a única Basílica da Amazônia Brasileira.

Eliana Monteiro, visitante assídua da Basílica, conta que independente do título como Santuário, a Igreja tem um significado especial para ela. “Me casei aqui e batizei meus filhos e netos também. Me sinto mais próxima da Virgem como em qualquer outro lugar. É um sentimento particular, não sei como explicar”, afirma.

O estilo da Basílica é neo-clássico e possui cinco naves divididas em 36 colunas de puro granito italiano. Há também 53 vitrais franceses da casa Champigneulle de Paris, 65 ilustrações em mosaico italiano, 15 estátuas de mármore, 3 grandiosas portas de bronze, 9 sinos de bronze sendo que o maior pesa duas toneladas, medindo 1,80m de diâmetro.

Em sua fachada, apresenta duas inscrições em latim. A inscrição superior Deiparae Virgini a Nazareth significa “Virgem de Nazaré Mãe de Deus”, e a inscrição inferior Salve Regina Mater Misericordiae significa “Salve Rainha Mãe Misericordiosa”.

A pernambucana Martha Salim, fala da peculiariedade da Basílica de Nazaré. “Já visitei muitas igrejas, Basílicas, Santuários, Catedrais em todo o mundo e a Basílica de Nazaré não perde em nada para nenhum deles. É tão imponente como qualquer um. É majestoso”, conclui.

Sobre o atual título de Santuário, Padre José Ramos, fala do Santuário natural que é a Basílica. “Temos o Santuário como um local de manifestação divina que privilegia aquele lugar. E isso pode acontecer naturalmente. E Nazaré é um santuário natural pois é no mesmo lugar do achado da imagem, em 1700”, afirma.

O Papa João Paulo II durante suas milhares de viagens, visitou a Basílica de Nazaré quando veio em Belém. Hoje a Basílica é um dos principais patrimônios históricos de Belém.

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