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História da Basílica

Para o povo cristão, se os locais consagrados a Deus como as igrejas e capelas já apresentam-se como especiais, mais ainda são os que trazem a característica de terem sido escolhidos por Deus para a realização de acontecimentos importantes, como os locais sagrados da Terra Santa, de aparições de Nossa Senhora ou de manifestações prodigiosas, como é o caso do achado da imagem de Nossa Senhora de Nazaré em Belém do Pará.

O Milagre do Retorno

O chamado “milagre do retorno” da imagem de Nossa Senhora de Nazaré ao local onde havia sido encontrada por Plácido José de Souza em 1700, à margem do igarapé Murutucu, que é parte da origem histórica do Círio de Nazaré em Belém, coloca o local em um patamar importante que exige especial consagração.

Para ressaltar esta especial característica e primordialmente para exaltar a importância da figura de Maria, pensou-se em elaborar um templo à altura dessa estima, que mesmo apresentando esplendorosa beleza material, é apenas o mínimo diante do amor do povo paraense à sua padroeira.

Cronologia

Desde o início da divulgação do milagre a devoção fora crescendo, demonstrado pelo grande número de peregrinos que visitavam as ermidas construídas ao logo do tempo para abrigar a pequena imagem. A devoção aumentou mais ainda desde a realização do primeiro Círio, em 1793, e verificou-se posteriormente a necessidade da criação de uma paróquia, fundada em 1861. Ainda em 1825 havia sido iniciada a construção de uma nova matriz, em substituição à terceira ermida. A construção foi concluída em 1881.

Em 1908, Padre Luiz Zoia, visitador dos Barnabitas no Brasil chegou ao Pará, sugerindo a construção de uma nova matriz, cuja beleza e imponência fizesse jus à Rainha da Amazônia e à grandiosidade da devoção a ela dedicada. A pedra fundamental foi colocada em 24 de outubro do ano seguinte, com aprovação do então Arcebispo, Dom Santino Coutinho. Na mesma data era lançado o hino “Vós sois o lírio mimoso”, composição do poeta maranhense Euclides Farias.

A Basílica de Nazaré, terceira a receber este título no Brasil e primeira na região Norte, trata-se de uma réplica em menor escala da Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma, medindo 20m de altura, 62 metros de cumprimento e 24 metros de largura, exatamente a metade das medições daquela. De estilo neoclássico e eclético, foi projetada pelos arquitetos genoveses Gino Coppedé e Giuseppe Predasso.

Possui cinco naves, trinta e seis colunas de granito italiano e duas capelas que ladeiam o altar mor, uma dedicada ao Sagrado Coração de Jesus e outra a Nossa Senhora do Brasil. Ainda duas torres com 42 metros de altura, 36 colunas de granito maciço, 54 vitrais, 38 medalhões em mosaico, 19 estátuas em mármore de Carrara, dois candelabros de bronze, 24 lampadários venezianos, nove sinos eletrônicos, 11 altares e um órgão com três teclados e 1.100 tubos.

Em 1918, chegava a Belém padre Afonso Di Giorgio que recebeu a igreja completamente crua e trabalhou em sua construção até o ano de sua morte, em 1962. Foi o grande incentivador e responsável pelo embelezamento da Basílica, conseguindo da Itália e em grandes ações em Belém os recursos. Em 1923, recebeu do papa Pio XI o título basilical.

Fazendo parte dos elementos que compõem o Círio, a Basílica integra o conjunto da declaração como Patrimônio Cultural da Humanidade pela da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), ocorrida em 2013.

Em 31 de maio de 2006 foi elevada à categoria de Santuário Mariano da Arquidiocese, passando a denominar-se Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, incluída entre sete templos nesta categoria no Brasil.

Galeria de Fotos

 

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