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Home Aconteceu Procissão luminosa encerra Festividade de Nossa Senhora das Graças

_mg_0704A Comunidade Nossa Senhora das Graças da Paróquia de Nazaré encerrou na noite deste domingo (27) a Festividade em homenagem à sua padroeira, com uma missa solene e uma procissão luminosa pelas ruas. A celebração, presidida pelo Pároco de Nazaré, Padre Giovanni Incampo, reuniu dezenas de fieis que lotaram a capela, na Avenida Conselheiro Furtado. A festividade teve como tema: “Maria, Mãe de Misericórdia: Exemplo e Intercessora”.

_mg_0712A programação do domingo teve início com uma missa pela manhã, seguida da Adoração ao Santíssimo Sacramento, que seguiu durante todo o dia, com o revezamento dos integrantes dos grupos, pastorais e movimentos que fazem parte da comunidade. A Adoração foi encerrada com a bênção do Santíssimo e a Missa Solene, seguida da procissão luminosa, conduzida pelo pároco. Padre Giovani agradeceu a presença de todos e disse que queria ter uma capela maior para poder acolher os fieis e comentou com bom-humor: “Quem sabe daqui alguns anos tenhamos alguma tecnologia que possa fazer uma capela elástica para poder caber mais pessoas”.

_mg_0671A história da comunidade está ligada a um fenômeno ocorrido a partir de 03 de novembro de 1948, quando a imagem de Nossa Senhora das Graças retratada em um quadro pertencente à família que morava no local chorou durante nove dias seguidos. Dona Elinda do Rosário, conhecida como Tia Neném, de 93 anos de idade, foi testemunha do ocorrido e relatou que seu pai foi um dos primeiros a presenciar os fatos. “Eu era bem jovem naquela época, mas lembro que meu pai contou que estava passando quando o menino, filho de dona Zenóbia, a dona da casa, começou a gritar dizendo que a imagem estava chorando, então ele a chamou e perguntou o que estava acontecendo. No início ela achou que seria peraltice de criança e então secou o quadro com um lenço, mas a imagem voltou a derramar lágrimas”, relata.

_mg_0695A notícia logo se espalhou pela cidade inteira e uma multidão de pessoas tomou conta das ruas próximas à casa, fazendo filas intermináveis de dia e de noite, precisando que a polícia intervisse para organizar. Há relatos de muitos milagres recebidos por quem esteve no local. “Uma coisa que me marcou muito foi a procissão dos presos do então presídio São José. Eles vieram caminhando até a casa escoltados pela polícia, todos vestidos com as roupas listradas se usava naquela época,  com as mãos e pés acorrentados e um deles trazia um quadro de Nossa Senhora das graças. Quando chegaram aqui eles não puderam entrar na casa e então se ajoelharam do outro lado da rua, chorando e pedindo perdão pelos seus pecados. Foi emocionante, não teve quem não chorasse ao ver isso”, lembra Tia Neném.

_mg_0655Atualmente a família reside no bairro da Pedreira e a casa foi transformada na capela, administrada pela Paróquia de Nazaré. O quadro ainda existe e encontra-se com os familiares de dona Zenóbia e na capela há uma réplica.

Texto e fotos: Fabrício Coleny – ASCOM Basílica Santuário de Nazaré_mg_0709

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